Testemunha surge após 30 anos e relata a jornalista Augusto Tofolo suposto contato com criatura do Caso Varginha dentro da Unicamp


Reportagem especial de Augusto Tofolo

Jornal Fatos Ocultos

Campinas (SP) — Passadas quase três décadas desde um dos episódios mais controversos e debatidos da história brasileira recente, uma nova testemunha decidiu romper o silêncio e trazer à tona informações inéditas sobre o chamado Caso Varginha. O relato, obtido com exclusividade pelo jornalista Augusto Tofolo, reacende questionamentos antigos e adiciona novos elementos a um episódio oficialmente encerrado, mas jamais plenamente explicado.

Vídeo de 1996 do Major do Exército, Calza


Vídeo retirado do YouTube

A testemunha, que teve sua identidade preservada por razões de segurança, afirma ter presenciado, em 1996, a presença de uma criatura não humana mantida sob forte esquema de segurança dentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), durante uma operação que envolvia militares e profissionais da área científica.


O depoimento foi registrado em cerca de 25 minutos de gravação em áudio, além de conversas complementares e análise documental conduzidas ao longo de semanas pela equipe do Jornal Fatos Ocultos.

O surgimento da testemunha e o início da apuração

Segundo Augusto Tofolo, o contato inicial ocorreu após a publicação de reportagens recentes que revisitavam o Caso Varginha sob a ótica de documentos e testemunhos pouco explorados.

“Ele entrou em contato afirmando que carregava esse relato há décadas, mas que nunca se sentiu seguro para falar. O medo de represálias sempre foi real”, afirmou o jornalista.

Tofolo explica que, antes de qualquer publicação, o depoimento passou por um processo rigoroso de checagem preliminar, incluindo cruzamento de datas, locais, descrições técnicas e análise da coerência interna do relato.

A função do prestador de serviços dentro da Unicamp

À época dos fatos, a testemunha atuava como prestador de serviços técnicos especializados em sistemas de refrigeração industrial, atendendo diversos setores da Unicamp. Seu trabalho incluía manutenção corretiva e preventiva em câmaras frias, freezers laboratoriais, sistemas de climatização hospitalar e equipamentos de conservação de material biológico.


De acordo com ele, sua presença na universidade era frequente, o que tornava incomum o nível de segurança encontrado no dia do episódio.

“No dia em que me chamaram, o clima era completamente diferente. Nada era normal”, relatou.

O chamado emergencial

O técnico afirma que foi acionado para atender uma falha crítica em uma câmara fria localizada em um prédio entre o Instituto de Biologia e o Hospital das Clínicas, área considerada estratégica dentro do campus.

Ao chegar ao local, encontrou viaturas militares, soldados armados e um controle de acesso que ele nunca havia visto antes.


“Antes de entrar, fui revistado da cabeça aos pés. Ferramentas, bolsos, tudo. Nunca aconteceu isso em nenhum outro serviço”, disse.

Presença militar e ordens de silêncio

Segundo o depoimento, militares do Exército Brasileiro faziam a guarda da instalação. O técnico relata ter sido advertido de forma direta.

“Eles disseram que eu deveria apenas fazer meu trabalho e esquecer tudo o que visse ali.”

A ordem, segundo ele, era clara: silêncio absoluto.

O interior da câmara fria

Dentro da sala refrigerada, o prestador de serviços afirma ter visto uma maca hospitalar, posicionada estrategicamente para manter o conteúdo sob refrigeração constante. A maca estava coberta por um lençol azul hospitalar, parcialmente manchado por um líquido escuro.

Durante o reparo, o lençol teria se deslocado, permitindo a visualização parcial do corpo.


“Eu vi mãos, pés e parte da cabeça. Aquilo não era humano. Não tinha como ser”, afirmou.

Ele descreve uma criatura de estatura baixa, pele de coloração acinzentada escura, textura diferente da humana, cabeça proporcionalmente maior e mãos com apenas três dedos longos.

Profissionais científicos e procedimentos

Além dos militares, o entrevistado relata a presença de pesquisadores e profissionais da área médica, utilizando jalecos, máscaras e luvas. Segundo ele, havia instrumentos para coleta de fluidos, recipientes lacrados e equipamentos que ele associa a medições ambientais e radiológicas.


“Falavam em coleta de material, em preservar amostras. Aquilo parecia uma operação científica, não improvisada.”

O forte odor químico no ambiente exigiu o uso de máscara com filtro, segundo o técnico.

Fragmentos e materiais não identificados

Outro detalhe relatado envolve a presença de fragmentos de material estranho, com aparência metálica opaca, armazenados próximos à maca. Ele não soube identificar a composição, mas afirma que não se assemelhava a nada que já tivesse visto em ambientes industriais ou hospitalares.

A retirada do corpo

Após a conclusão do serviço, a testemunha afirma que a maca foi retirada do local sob escolta militar. O destino do corpo, segundo ele, nunca foi informado.


Nos dias seguintes, o técnico relata ter percebido um clima de vigilância.

“Eu sentia que estava sendo observado. Depois disso, nunca mais fui chamado para aquele setor específico.”

Documentos e comprovação material

Um dos pontos centrais da investigação conduzida por Augusto Tofolo é a existência de notas fiscais e registros de prestação de serviço, datados de 1996, que indicam a atuação da testemunha na Unicamp no período citado.

Segundo o jornalista, os documentos estão sendo analisados quanto à autenticidade e cruzados com registros administrativos da universidade.


“Documentos não provam o que ele viu, mas comprovam que ele esteve lá, no local e na época mencionados. Isso é jornalisticamente relevante”, explica Tofolo.

O Caso Varginha e as versões oficiais

O Caso Varginha teve início em janeiro de 1996, após relatos de três jovens que afirmaram ter visto uma criatura de aparência incomum na cidade mineira. Desde então, o episódio envolveu relatos de movimentação militar, mortes suspeitas de animais, internações hospitalares e alegações de acobertamento.


As Forças Armadas sempre negaram qualquer operação envolvendo seres não humanos, atribuindo os relatos a enganos, animais e histeria coletiva.

Por que esse novo depoimento importa

Para Augusto Tofolo, o valor jornalístico do relato está na convergência de detalhes técnicos, no conhecimento específico da testemunha e na existência de documentação básica que sustenta sua presença no local.

“Não estamos afirmando conclusões. Estamos apresentando fatos, relatos e documentos que merecem ser investigados.”

Próximos passos da investigação

O Jornal Fatos Ocultos afirma que novas reportagens serão publicadas, incluindo:

  • análise detalhada dos áudios

  • checagem documental aprofundada

  • consulta a especialistas independentes

  • confronto do relato com versões oficiais

Quase 30 anos depois, o Caso Varginha permanece como uma ferida aberta na história recente do país. E, com novos depoimentos surgindo, a pergunta central continua sem resposta definitiva: o que realmente aconteceu em 1996?

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